Preferências por consumo no Continente assentam no “bom custo-benefício”

 dez25

Para analisar as condutas dos residentes nas deslocações ao Interior da China no contexto da integração da RAEM na Grande Baía, a Sociedade de Investigação em Ciências Sociais e do Comportamento de Macau inquiriu 953 residentes entre Março e Dezembro deste ano. Segundo o estudo, 93,7% dos inquiridos deslocaram-se ao Interior da China nos últimos três meses.

Especificamente, 46,8% estiveram na China Continental várias vezes por mês. Os entrevistados que mantiveram uma ida por semana ao Continente representam 21,2% do total.

Citada pelo Jornal do Cidadão, a associação analisou que os referidos dados reflectem que “deslocar-se ao Interior da China” já se tornou um comportamento comum e frequente dos cidadãos de Macau no dia-a-dia.

O estudo revela que a “restauração e gastronomia” (27,5%), as “compras e consumo” (24,8%) e o “lazer e entretenimento” (21%) constituem os principais motivos que levam os residentes ao outro lado da fronteira, o que “mostra que o consumo e a experiência são a principal força motriz”.

Entre as razões que levam os residentes a preferir consumir do outro lado da fronteira, ao invés de Macau, destacam-se “os preços mais baixos e o bom custo-benefício” (82,3%), “produtos/serviços mais diversificados” (55,9%) e a “oferta de serviços que não podem ser encontrados em Macau” (53,3%).

Nas vertentes psicológicas e sociais, o inquérito indica que a maioria dos entrevistados afirmou que “está relativamente habituada” à vida na China Continental e cerca de 47% consideram que, de certo modo, “já estão integrados na sociedade do Interior da China”.

Por outro lado, cerca de 44,3% confessaram que os conceitos de consumo e o estilo de vida foram “ligeiramente influenciados” pela experiência de se deslocar ao Interior da China, enquanto 15,9% consideram que as consequentes mudanças são “significativas”.

Os inquiridos com grau académico superior a bacharelato são aqueles que gastaram mais dinheiro no Continente chinês e também os que se sentem mais raramente tratados de forma diferenciada no outro lado da fronteira.

Entretanto, os entrevistados com idade superior a 56 anos enfrentam dificuldades linguísticas evidentes, ao passo que os do grupo etário dos 26 aos 35 anos sentem mais facilmente “tratamentos diferenciados” no Continente face aos locais. Noutro aspecto, os residentes homens apresentaram um nível de adaptação e de integração mais elevado do que as mulheres, porém, evidenciaram obstáculos linguísticos mais fortes.

De um modo geral, a associação sugeriu o aperfeiçoamento das políticas e medidas com vista a aumentar a conveniência das deslocações transfronteiriças, promoção da interligação e reconhecimento mútuo da segurança social, serviços médicos e recursos educativos entre Guangdong e Macau. Pediu ainda a criação de um mecanismo “eficiente e transparente” de garantia dos direitos de consumo transfronteiriço e de mediação de conflitos.

https://jtm.com.mo/local/preferencias-por-consumo-continente-assentam-bom-custo-beneficio/


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