Sobem gastos de residentes no exterior face às despesas na RAEM

 ag25

No segundo trimestre do ano, os residentes da RAEM gastaram menos dinheiro no território e registaram maiores despesas no exterior, comparativamente ao mesmo período de 2024. No conjunto dos primeiros seis meses de 2024, o PIB da RAEM ultrapassou os 200 mil milhões de patacas, segundo dados oficiais

 

PEDRO MILHEIRÃO

 

A população de Macau gastou mais dinheiro no exterior e menos no mercado local, no segundo trimestre deste ano, relativamente ao período homólogo de 2024. Segundo a Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), a despesa de consumo privado subiu 0,3%, impulsionada pelo crescimento dos gastos dos residentes no exterior (5,4%). Porém, a despesa de consumo final das famílias no mercado local contraiu 0,2%.

Entre Abril e Junho, o valor do PIB foi revisto para 100,39 mil milhões de patacas, representando 88,8% do valor registado no mesmo período de 2019 e um crescimento anual de 5,1%. No primeiro semestre do ano, o crescimento real do PIB foi de 1,8%, comparando com os primeiros seis meses de 2024, tendo-se fixado em 200,15 mil milhões de patacas, o que representa 87% do volume económico do mesmo período de 2019.

Em termos anuais, as exportações de serviços do jogo cresceram 5,7%, enquanto as exportações de outros serviços turísticos caíram 3,9%, na primeira metade de 2025. Contudo, estes últimos cresceram 5,9% no segundo trimestre do ano, em termos homólogos. Globalmente, as exportações de serviços subiram 1% e de bens caíram 7,9%. Por sua vez, as importações de serviços subiram 1,4% e de bens registaram uma quebra de 4,6%. O crescimento dos serviços, particularmente no segundo trimestre (+6%), deveu-se ao crescimento de 20% do número de visitantes, segundo a DSEC.

De Abril a Junho, os investimentos em construção e em equipamento, por parte do sector público, aumentaram 19,9% e 83%, respectivamente, quando comparados com o mesmo período de 2024. Em contrapartida, o investimento privado no sector da construção caiu 28,4% ao passo que os gastos em equipamentos por particulares aumentaram 11,7%. Em termos homólogos a formação bruta de capital fixo decresceu 3,7%, sendo que, no conjunto dos dois primeiros trimestres, aumentou 1,8%, em termos anuais.

O Governo também viu as suas despesas aumentarem 1%, entre Abril e Junho, relativamente aos mesmos meses do ano passado. As remunerações da função pública subiram igualmente 1%, enquanto as compras líquidas de bens e serviços cresceram 1,1%. Nos três meses anteriores, os salários dos empregados tinham crescido 2,7% e as compras líquidas de bens e serviços tinham caído 1,5%, em termos anuais.

Em Maio, a DSEC destacava que “desde o início do corrente ano, a conjuntura internacional assinala alguma volatilidade e desafios, a força impulsionadora do crescimento da economia global não é suficiente e as incertezas nas relações sino-americanas têm crescido”. Referia também que as “rápidas alterações” nos hábitos de consumo dos visitantes tiveram “um certo impacto no desenvolvimento do sector do turismo de Macau” e resultaram em “flutuações no processo de recuperação da economia local” nos primeiros três meses.

Contudo, na altura, a DSEC também afirmou que a “economia de Macau mantém o ritmo de recuperação em termos globais, as finanças públicas continuam estáveis e o desenvolvimento local prevê-se positivo”. “No geral, a economia de Macau não irá assinalar uma recessão cíclica, se não houver grandes mudanças no contexto interno e externo, perspectivando-se uma tendência contínua de recuperação”, reiterou o organismo.

https://jtm.com.mo/local/sobem-gastos-de-residentes-exterior-face-as-despesas-na-raem/

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