Lojistas do ZAPE vão enviar abaixo-assinado ao Governo

 jun25

Pelo menos 70 proprietários de estabelecimentos comerciais na Zona do ZAPE consideram que “o Governo subestimou o impacto económico do encerramento dos casinos-satélite”, pelo que vão submeter um abaixo-assinado ao Executivo a pedir ajuda. Segundo dizem, a situação provocará uma crise sem precedentes nas últimas duas décadas

 

VÍTOR REBELO

 

Os comerciantes da zona do ZAPE, onde se situam casinos-satélite que irão encerrar até ao final deste ano, efectuaram uma reunião que contou com a participação de mais de 20 lojistas.

Os proprietários dos estabelecimentos estão preocupados com o impacto que aquela decisão poderá provocar no ambiente dos negócios circundantes, por isso, tencionam pedir ao Governo uma nova avaliação. Para além disso, os lojistas instam as respectivas operadoras de jogo a assumir as responsabilidades sociais, pretendendo que “suspendam o fecho dos casinos-satélite para dar vida ao comércio da zona”, conforme referiram durante a reunião.

Segundo revelaram, até ontem mais de 70 comerciantes deixaram a sua rubrica num abaixo-assinado que será entregue ao Executivo, com o objectivo de pedir ajuda.

Sobre a questão, os responsáveis das lojas apontaram que “o Governo subestimou o impacto económico do encerramento dos casinos-satélite”, alertando que esta situação provocará uma crise sem precedentes nos últimos 20 anos.

Pelo menos nove casinos-satélite deverão cessar actividade até 31 de Dezembro, após o termo do período de transição de três anos concedido pelos acordos celebrados entre os operadores das salas de jogo e as concessionárias ao abrigo das quais operavam. Entre eles encontram-se o Grandview, Fortuna, Casa Real, Ponte 16, Royal Arc, Kam Pek, Landmark, Legend Palace e Waldo.

Contudo, dois casinos-satélite poderão ser “absorvidos”, por intenção da SJM, que pretende adquirir a propriedade dos hotéis onde se localizam os casinos Ponte 16 e Le Royal Arc. Quanto aos funcionários, o Governo já veio exigir às operadoras de jogo que assegurem os postos de trabalho.

Depois de ter sido anunciada a decisão das operadoras de jogo, o Governo minimizou o impacto económico do encerramento destes espaços, mas tem vindo a dizer que vai lançar medidas de apoio aos estabelecimentos comerciais nas imediações dos casinos-satélite, como pacotes de cupões e a instalação de pontos de check-in de propriedade intelectual.

 

Sugerida criação de zona de turismo muçulmano

Enquanto isto, a zona do ZAPE é apontada pelo subdirector do Centro da Política da Sabedoria Colectiva, dos “Kaifong”, como um local propício à divulgação do turismo muçulmano. Choi Seng Hon sugere que o Governo transforme aquela área num espaço para atrair turistas de grande poder de consumo do Médio Oriente e do Sudeste Asiático.

O responsável afirmou que Macau, “apesar de ter como objectivo a transformação num centro mundial de turismo e lazer, encontra-se relativamente atrasado em disponibilizar instalações destinadas a turistas muçulmanos, por isso não têm conseguido atrair fontes de visitantes de alta qualidade”.

Neste sentido, e com base na revitalização da economia do ZAPE, insta as autoridades a tomarem diversas medidas, com vista a atrair o consumo de turistas muçulmanos. Em específico, propõe a transformação das lojas da zona em restaurantes, supermercados, ou lojas culturais e criativas vocacionadas para este segmento de visitantes.

Além disso, sugere a realização regular de festivais de gastronomia halal no ZAPE, o reforço da campanha online e a formação de residentes para atenderem, com boa qualidade de serviço, os turistas deste mercado.

https://jtm.com.mo/local/lojistas-zape-vao-enviar-abaixo-assinado-ao-governo/

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