Economista lamenta pouca eficácia das “instalações de IP” nos bairros comunitários
jul25
Macau’s IP Economy
As Generation Z – those born between 1995 and 2010 – gradually becomes the main force in consumption, the IP economy has risen rapidly in mainland China. The Macau government is also seizing on this trend, introducing a series of branded IPs in a bid to boost development of the tourism industry. But how effective is this strategy?
The IP economy – short for intellectual property economy – is an economic model that realizes commercial value by licensing, adapting or developing original content such as literature, animation, film and television, or games into products or services. Among global brands, Disney is one of the most recognized examples; in 2024 alone, its IP licensing business generated US$3.78 billion in revenue.
The rise of mainland IP brands
Following the COVID-19 pandemic, original IP brands from mainland China have experienced explosive growth, with Generation Z’s consumption of IP-related products becoming a dominant trend.
According to the “2025 White Paper on the Development of China’s Licensing Industry”, the total retail sales of IP licensed products in China reached CNY 155.1 billion (US$21.6 billion) in 2024.
The enormous potential of mainland IP brands has also attracted the attention of Macau’s gaming operators. For example, the success of the AAA game “Black Myth: Wukong” has created a sensation in China, and MGM China responded by staging a symphonic concert, featuring a selection of music from the game and transforming it into an innovative addition to Macau’s arts scene.
Macau’s remedy?
The Macau government views the IP economy as a potential solution for revitalizing local communities. Earlier this year, the government hosted the “Flora Fête with Sanrio characters in Macao” event in the northern district, leveraging the famous Japanese cartoon brand Sanrio in combination with community resources. The initiative aimed to attract residents and tourists to explore and spend time in local neighborhoods, injecting new vitality into the area.
In addition, the government recently partnered with mainland China’s renowned collectible toy brand POP MART to launch the large-scale project “POP MART Macao City Walk”. With a budget of MOP$8 million (US$1 million), the project placed the globally popular Labubu decorations in four different communities, hoping to use IP to draw crowds.
To address the challenges brought about by the withdrawal of satellite casinos, the government is also planning to introduce “IP installations” in the NAPE area to improve the local business environment and attract more visitors.
Challenges and doubts facing Macau’s IP economy
Although Macau has successfully introduced some internationally renowned IPs, the effectiveness of these efforts has been widely questioned. Lau Pun Lap, President of the Macau Economic Association, stated in an interview that the scale of IPs brought into Macau is limited, and most tourists only visit for photo opportunities without generating substantial economic growth for local communities.
“When promoting this policy, the government did not consider how to strengthen cooperation between community merchants and organizations,” he said. “For example, opening up IP licensing could allow nearby merchants to become actively involved, which would be far more effective.”
Merchants in the NAPE area have also expressed reservations about the introduction of IP brands. One merchant bluntly remarked, “IP installations can’t put food on the table,” arguing that relying on decorations alone will not improve the local economy.
While Macau has managed to bring some well-known international IPs into local communities, its approach is quite different from the development model seen on the mainland. International IPs in Macau are mainly presented as “exhibits”, relying mostly on decorative installations to attract crowds rather than focusing on the sale of IP-related products. In addition, most IP initiatives introduced by the government are short-term exhibitions, making it difficult to generate long-term impact or create unique value.
This model prevents local businesses from fully leveraging IP brands to boost their performance, with little real synergy between brands and merchants. As such, IP value is not truly integrated into the local economy.
The key to Macau’s IP development lies in strengthening the connection between brands and the local community. Compared to the mainland’s approach, which uses original IPs to drive product sales, Macau lacks the support of homegrown IP brands. Simply introducing international brands is unlikely to forge deeper community ties or allow brand stories to resonate with local culture.

Although Macau’s IP economy has yet to achieve the desired results, its development potential should not be underestimated. If Macau can step up efforts to nurture local original IPs, provide more policy support for IP projects and focus on cultivating professional talent, it stands a good chance of further developing the IP economy and contributing to economic diversification.
https://asgam.com/2025/07/31/macaus-ip-economy/
jul25
A promoção da economia comunitária através de instalações de propriedade intelectual foi “pouco satisfatória”, indica Lau Pun Lap, economista e ex-coordenador do antigo Gabinete de Estudo das Políticas. O também dirigente da Associação Económica de Macau nota que muitos turistas vão aos bairros apenas para tirarem fotos com as instalações, sem contribuir para o consumo. Lau Pun Lap diz ainda que o Governo carece de “planos bem pensados” para as zonas afectadas pelo encerramento dos casinos-satélite.
Lau Pun Lap, presidente da Associação Económica de Macau, criticou o efeito económico limitado em relação à colocação de instalações de propriedade intelectual (IP) nos bairros comunitários. O economista admitiu que as iniciativas do Governo em matéria da “economia IP” são uma “ideia bastante boa”, mas não conseguiram impulsionar a economia da comunidade.
“Devido à pequena escala [dos projectos], os visitantes tendem a se deslocar a esses bairros comunitários para apenas tirar fotografias, e depois vão embora e não consomem nada”, salientou o também ex-coordenador do antigo Gabinete de Estudo das Políticas, serviço cujo nome foi agora alterado para a Direcção dos Serviços de Estudo de Políticas e Desenvolvimento Regional.
“O fluxo de visitantes na Rua do Cunha já é próspero e, portanto, as iniciativas de IP podem ter algum efeito, enquanto que noutras zonas, como a Ilha Verde ou imediações do Jardim de Luís de Camões, o efeito está um pouco longe de ser satisfatório”, acrescentou.
Em declarações ao Jornal Cheng Pou, Lau Pun Lap apontou que, no decurso da implementação das actividades promocionais, o Governo não ponderou sobre a forma de reforçar a cooperação com os comerciantes e as organizações comunitárias para maximizar a eficácia na promoção económica.
“As autoridades devem abrir a cooperação com as lojas nos projectos de IP, nomeadamente através da concessão de direito, de modo a que, por exemplo, as cafeterias possam fazer bolos ou café ou as lojas vendam produtos com imagens da IP”, destacou.
Recorde-se que o Governo começou no ano passado a realizar diferentes projectos de colocação de grandes instalações dos bonecos de IP nas zonas não turísticas para promover turismo e a economia comunitária.
Este ano, foram lançados dois projectos a grande escala sobre as IP internacionais, incluindo a actividade “Flora Fête with Sanrio characters”, pela Direcção dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico (DSEDT), na Zona Norte e no Bairro da Ilha Verde; o projecto “Pop Mart Macao Citywalk” da Direcção dos Serviços de Turismo na Calçada da Igreja de São Lázaro, na Praça de Luís de Camões, no Largo de Santo Agostinho e na Zona de Lazer da Rua do Pai Kok da Taipa. Os dois projectos compreendem actividades como partilha de fotos nas redes sociais e sorteios de consumo após compras em determinadas lojas.
Já a DSEDT tinha revelado a vontade de repetir a introdução do projecto de IP nas zonas do NAPE e ZAPE, a partir de meados de Novembro até ao próximo ano, para “atrair um fluxo de pessoas e melhorar o ambiente de negócio” em resposta ao encerramento dos casinos-satélites num futuro breve.
Ainda sobre o fim dos casinos-satélites, Lau Pun Lap reconheceu que vai haver impacto na economia e que o Governo tem falta de planos e medidas “bem pensados” e “eficazes” para lidar com a situação. “Notei que o Governo planeou algumas contramedidas, mas a concepção de mercados ao ar livre ou de esplanadas não está bem pensada, o efeito pode não ser necessariamente bom se não fizerem um bom trabalho. As iniciativas devem ser mais vigorosas e não tão simplistas”, realçou.
Lau Pun Lap considera importante trazer os turistas para consumir nos bairros comunitários de forma a impulsionar o comércio, referindo também que, até ao momento, “nem todos os seis projectos de revitalização de zonas antigas atingiram os resultados esperados”.
Por outro lado, Lau Pun Lap mantém a confiança na melhoria da economia local no segundo semestre deste ano, no entanto, salientou que o maior problema da economia de Macau é o desequilíbrio no seu desenvolvimento. Na opinião do economista, a economia da comunidade vai continuar a ser afectada pela tendência do consumo no interior da China por parte dos residentes de Macau, juntamente com o facto de o padrão de consumo e a estrutura dos turistas serem diferentes dos do passado, sobretudo com a diminuição da capacidade de consumo.
https://pontofinal-macau.com/2025/07/08/economista-lamenta-pouca-eficacia-das-instalacoes-de-ip-nos-bairros-comunitarios/


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