Associação Comercial quer “bairro cultural e turístico” na Zona Norte

 jun25

A subdirectora da comissão de estudos estratégicos da Associação Comercial sugeriu que espaços antigos da Zona Norte sejam transformados num “bairro cultural e turístico”, que possa acolher concertos e experiências ligadas ao património cultural intangível, com o objectivo de resolver o “impasse na renovação urbana”. Por outro lado, defendeu um mecanismo que permita tanto o encerramento como a actualização das PME

 

Face ao “cenário difícil” da economia local, “impasse na renovação urbana”, “falta de vitalidade nas áreas comerciais comunitárias” e necessidade de “remodelação da competitividade da cidade”, Vong Pui Lam, subdirectora da comissão de estudos estratégicos da Associação Comercial de Macau, defendeu dois aspectos para os quais a RAEM deve “envidar esforços”.

Na sua opinião, o primeiro passa pela promoção da renovação urbana por parte de grupos imobiliários comerciais, sob o modelo de renovação de zonas antigas “orientação governamental + liderança empresarial”, que tem sido adoptado no Interior da China. Especificamente, a representante da Associação Comercial propôs a transformação de espaços antigos da Zona Norte num “bairro cultural e turístico”, que disponibilize espaços para a venda a retalho, concertos e experiências ligadas ao património cultural intangível.

Para isso, a representante associativa sugeriu políticas de terras preferenciais no sentido de atrair investimento. A longo prazo, espera que este modelo de renovação urbana seja estendido para as áreas centrais da Península de Macau, fomentando assim um efeito de desenvolvimento conjunto de zonas.

Nesta vertente, Vong Pui Lam apontou que, como a Zona Norte carece de uma actualização sectorial a nível geral e do desenvolvimento de um conjunto de áreas, os pontos de check-in populares nas redes sociais, apesar de conseguirem cativar um grande fluxo de visitantes num curto prazo, não são capazes de formar uma ecologia de consumo sustentável.

Além disso, a líder associativa lamentou que os recursos canalizados pelas operadoras de jogo para zonas antigas sejam eficazes apenas de forma limitada, não conseguindo “resolver os problemas de posicionamento ambíguo das áreas comerciais e de homogeneidade sectorial”, o que, na sua perspectiva, se deve à falta da inovação estrutural.

Por outro lado, Vong Pui Lam espera que diferentes zonas ganhem posicionamento diferenciado, que sejam reforçadas a propriedade intelectual cultural e a experiência imersiva nas zonas históricas, e desenvolvidas “áreas comerciais temáticas” nos novos bairros comunitários, como áreas comerciais direccionadas para o turismo de saúde.

Além disso, Vong Pui Lam também sugeriu um mecanismo que permita tanto a saída como a actualização das pequenas e médias empresas (PME), bem como um “fundo de actualização de PME”, ligado aos recursos industriais da Grande Baía, por forma a impulsionar a digitalização e a caracterização dos estabelecimentos comerciais tradicionais. Na sua opinião, relativamente às empresas com pouca competitividade, uma solução deve passar pela atribuição de um subsídio, de modo a orientar as empresas num encerramento ordenado, libertando espaço e recursos.

https://jtm.com.mo/local/associacao-comercial-quer-bairro-cultural-turistico-na-zona-norte/

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